Produto Interno Bruto

► Definição:

PIB (Produto Interno Bruto). O produto interno bruto representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado. Portanto, o PIB nos ajuda a avaliar se a economia está crescendo e se o padrão de vida está melhorando, sendo que o PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região.

De acordo com especialistas de investimentos (XP Investimentos), fonte do material que segue, pode-se dizer que:

► PIB (Produto Interno Bruto)

O mercado usa uma série de ‘termômetros’ para avaliar como anda a economia do Brasil, e o PIB é um dos principais índices que precisam ser considerados para avaliar a saúde financeira. Você já deve ter ouvido falar muito sobre essa sigla na escola, no trabalho ou até mesmo em jornais ou na internet. Isso acontece porque o índice é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente no período de um ano. O Produto Interno Bruto do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 6,8 trilhões. No último trimestre divulgado pelo IBGE (2º trimestre de 2019), o valor foi de R$ 1 780,3 bilhões.

Mas, se você ainda não sabe muito bem o que o PIB significa e nem como ele é importante para a economia do país, continue a leitura para saber mais sobre:

♦ O que é PIB

Grande parte do que as pessoas consomem é levada em consideração para fazer o cálculo do PIB, o Produto Interno Bruto. Esse índice é uma forma de calcular a atividade econômica de uma determinada região. Pode ser um número do município, do Estado ou até mesmo do país como um todo. Para chegar aos valores, é levado em conta a oferta e demanda dos bens e serviços. O termo PIB foi criado em 1930 por um economista russo naturalizado americano, Simon Kuznets. À época, ele usou a demografia e dados estatísticos para entender quais eram os impactos do crescimento da população sobre produtividade da região.

♦ Como funciona o PIB

PIB mede somente bens e serviços finais para evitar erros de contagem. Inclusive, a medição é feita no preço que chega ao consumidor. Sendo assim, são levados em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados. Por esses motivos, o PIB não é o total da riqueza existente no país, como se fosse uma espécie de Tesouro Nacional. Sendo assim, o PIB é um indicador de fluxo de bens e serviços finais novos que foram produzidos durante um período. Se não houver nenhuma produção, o PIB será nulo. Para o cálculo do PIB, diversos dados são usados, como pesquisas do IBGE e outras de fontes externas, sendo as principais: balanço de pagamentos do Banco Central; Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA); Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o principal índice da inflação do Brasil. O PIB é avaliado de forma trimestral e anual. Os resultados, então, são comparados com o trimestre ou o ano anterior, chegando-se assim ao número que vai indicar ou não o crescimento econômico e de atividade do Brasil. Em 2018, o PIB brasileiro foi de R$ 6,8 trilhões. Já no segundo trimestre de 2019 (último dado divulgado pelo IBGE), o PIB foi de R$ 1,8 tri, o que representa um crescimento de 1% em relação ao acumulado de quatro trimestres anteriores. No caso de queda da atividade econômica do país em um período determinado, o PIB naturalmente vai cair também (e vice-versa). Ao analisar o resultado do PIB, é possível avaliar como a produtividade do país variou, comparar com as economias de diferentes países e ainda chegar ao PIB per capita (a divisão do total pelo número de habitantes do país).

♦ Diferença de PIB e PNB

São dois tipos de PIB existentes, o Nominal e o Real, e a diferença entre eles é bem simples. O PIB nominal é calculado a partir de preços e valores de serviços e produtos no momento da produção. Já o PIB Real mede o volume de um produto ou serviço, desconsiderando a inflação. Diferenciar estes dois conceitos é importante porque o efeito da inflação sobre o PIB pode passar uma falsa ideia de crescimento da atividade econômica.

♦ Como o PIB é calculado

Produto Interno Bruto é calculado de acordo com a produção total de bens e serviços do local. No caso do Brasil, ele é o resultado da soma de toda a produção nacional. O valor que os produtos recebem é calculado pela subtração do custo total de produção e do preço de venda. Por exemplo: se um produto custou R$ 20 mil e ele foi repassado às lojas por R$ 25 mil, o valor dele no PIB é de R$ 5 mil. A subtração de preço de venda e custo de produção foi a solução dada para que os itens não fossem duplamente contabilizados, o que aumentaria de forma artificial o PIB. Para facilitar a conta dos bens e serviços no Produto Interno Bruto, o cálculo do indicador é feito segundo a fórmula:

     PIB = CF + IP + GG + BC

     CF = consumo familiar

     IP = investimento privado (gastos das empresas)

     GG = gasto do governo

     BC = balança comercial (exportações – importações)

Nesta conta, são incluídos dados estatísticos de empresas, pessoas físicas, investimentos públicos e privados, além de importações e exportações. A responsabilidade pelo cálculo é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como alguns dados de empresas privadas são sigilosos e somente enviados diretamente ao IBGE, o cálculo exato somente será feito pela instituição.

♦ Para que serve o PIB

O valor absoluto e a taxa de elevação do PIB servem como referenciais importantes do desempenho econômico do país, mas não podem ser vistos como medida de nível de desenvolvimento. Embora o crescimento da economia seja base para a melhoria da qualidade de vida, não é uma condição suficiente. O desenvolvimento se associa à forma como os frutos do crescimento são distribuídos na sociedade e aos impactos positivos que manifestam no ambiente. Desde a década de 1990, a ONU usa um índice mais abrangente para avaliar a qualidade de vida: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Isso porque, além da variável econômica, este índice considera ainda a longevidade e a escolaridade da população.

♦ Influência do PIB nos investimentos

Embora tenha um papel importante na economia, ele não pode ser avaliado isoladamente quando o assunto é investimento. Isso porque as variações do PIB têm consequências na inflação e na taxa de juros, a Selic. Caso as condições estejam favoráveis e o PIB suba, há expectativa de aumento dos preços (inflação). Neste caso, o Banco Central pode optar por aumentar a taxa de juros para conter as pressões inflacionárias. No lado contrário, se o PIB mostra contração, o consumo sofre efeito similar e começa a cair. Neste caso, o BC tende a diminuir os juros para que o crédito fique barato para estimular o consumo. Além de olhar a variação, é preciso olhar a evolução de outras variáveis. Em momentos de economia em alta e taxas de juros estáveis, os setores geralmente estão se desenvolvendo. Este, então, é um cenário bom para que as empresas invistam e aumentem a fatia de mercado. É um bom momento para aplicação em renda variável e fundos. Isso levando-se em conta que as empresas escolhidas estejam consolidadas para o médio e longo prazo. Além disso, um quadro positivo de PIB em alta e inflação controlada aumenta a confiança na economia, o que agrada aos investidores brasileiros e estrangeiros, que passam a investir mais aqui. Vale ressaltar que o cenário contrário também acontece, também com os efeitos contrários.

► Conclusão

PIB mensura a atividade econômica de uma região através de cálculos de oferta e demanda de bens e serviços. O resultado, inclusive, é usado como uma das variáveis importantes para a realização do cálculo do salário mínimo do Brasil. Por isso, PIB é um termômetro da economia como um todo. Isso significa que, quanto maior for o índice de um país, maior é a sua atividade econômica. E quanto maior a atividade, mais se consome, vende e investe no país.

 

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