Onde Engenheiros Trabalham

► Oportunidade de Trabalho

A CARREIRA ENGENHARIA:

SOBRAM OU FALTAM ENGENHEIROS NO BRASIL?

Nestes quase meus trinta anos de contato direto com a Indústria, nas mais variadas posições, desde estagiário até diretor, e sempre relacionado com a engenharia, por muitas vezes fui questionado sobre o volume e os estoques disponíveis de engenheiros, no Brasil.

De forma recorrente me perguntam: Sobra ou falta engenheiro?

Dia desses parei para refletir sobre isto e fiz uma enorme pesquisa.

Você gostaria de saber qual foi o resultado obtido? Então me acompanhe.

Hoje somos próximos a 1.000.000 de profissionais da engenharia em todo o Brasil, isto nos 42 tipos diferentes de engenharia disponíveis, até o momento e, também, somos mais de 210.000.000 de brasileiros. Com estes dois dados já se consegue perceber que os engenheiros são algo em torno de 0,476% da população nacional. Isto mesmo, menos de meio ponto percentual de todos os brasileiros são engenheiros. Perfeito, já tenho um macro dado para iniciar meu raciocínio inicial. Mas, ao encontrar este primeiro dado, outra dúvida surgiu: 0,476% da população, formada em engenharia, seria algo relevante? Atende a sociedade?

Tive que voltar as pesquisas e me debruçar no tema. Para conseguir responder, a melhor coisa a se fazer é comparar com outros países, pois assim eu teria dados balizadores, nem que seja por aproximação. Aí começaram as minhas dores de cabeça, se você tentar fazer o mesmo, ou seja, tentar descobrir esta informação, logo perceberá que não é algo fácil de obter. Em muitos lugares do mundo este dado é quase que um ”Segredo de Estado”, não é minimamente divulgado e, em outros, para auxiliar, não fazem a intenção de divulgar. Com isto percebi que apenas pesquisar não seria o suficiente, eu teria que estimar.

Para fazer isto, levantei a população das maiores economias mundiais, cruzei com os dados disponíveis destes lugares e montei uma tabela, seguida de um gráfico e organizei um método todo sofisticado para poder estudar, compreender e avaliar a informação, bem coisa de engenheiro que não tem o que fazer, não é mesmo? Pois acredite, consegui!

Mas antes de seguir, “perceba que não estou falando da qualidade ou tipo de especialidade destes engenheiros, mas sim apenas da quantidade dos mesmos”, ou seja, o número absoluto apenas. Farei comentários sobre a qualidade e especialidade mais adiante. 

Ao tabular dados de cada país e arredondar, comecei a entender coisas, por exemplo: Na Alemanha, descobri que para uma população de 84 milhões de pessoas eles possuem cerca de 670 mil engenheiros, algo como 0,80% são engenheiros. No Japão, lá vivem em torno de 127 milhões de pessoas e possui 1,270 milhão de engenheiros, algo em torno de 0,98% da população. No Reino Unido, são em torno de 68 milhões de pessoas e por lá existem em torno de 645 mil engenheiros, ou seja, 0,95% da população são engenheiros. Na frança, que tem próximo a 65 milhões de habitantes, tem algo como 590 mil engenheiros, ou seja, 0,90% da população são de engenheiros. Nos Estados Unidos, que possui uma população de 330 milhões de pessoas, por lá existem algo como 4,3 milhões de engenheiros, ou seja, 1,30% da população são engenheiros. A Coréia do Sul, que possui 50 milhões de habitantes, possui 980.000 engenheiros, incríveis, 1,9% da população são engenheiros.

Neste momento comecei a achar que os nossos 0,476% era um volume baixo de engenheiros, mas me dei conta que estava nos comparando a países muito desenvolvidos e muito ricos. Mudei o enfoque e a análise.

No México, 130 milhões de pessoas, existe algo em torno de 1.000.000 de engenheiros, ou seja, muito próximo a nós quanto ao número de profissionais, mas isto representa 0,77% da população. Em Portugal, que tem algo próximo a 10 milhões de habitantes, por lá existem 150 mil engenheiros, ou seja, 1,4% da população são engenheiros.

Assim, conclui que 0,476% da população brasileira ser composta de engenheiros não é um índice elevado, muito pelo contrário, é um índice até baixo se comparado aos demais países, no caso estes países. E se nós estivéssemos nos qualificando adequadamente, deveríamos não ter apenas um milhão de profissionais, mas sim, de três a quatro milhões de engenheiros, ou seja, três ou quatro vezes mais para podermos nos comparar com os Estados Unidos, por exemplo.

Mas onde estaria o problema então? Por que eventualmente se escuta que estão sobrando ou faltando engenheiros no Brasil? Neste momento me dei conta de que não era quantidade, ou a disponibilidade, ou o número absoluto de engenheiros o problema ou que estava levando as pessoas a este entendimento, mas sim, possivelmente, a distribuição e a especialidade dos engenheiros que hoje temos por aqui. Voltei às pesquisas e realizei novos estudos, descobri mais uma coisa interessante.

Se no Brasil temos próximo de 1 engenheiro a cada 218, em média, quem são estes engenheiros? Descobri que na especialidade da Eng. Civil são 36% de todos os engenheiros, pela Eng. Agrônoma e Eng. Ambiental (14,8%), Eng. Elétrica e Eng. Eletrônica (13,5%), Eng. Mecânica e Eng. Mecatrônica (12,7%). Somando apenas estas sete especialidades de engenharia, tem-se próximo a 80% de todos os profissionais da engenharia do país, ou seja, algo como 796 mil engenheiros, restando apenas 20% para todas as demais engenharias. Inclusive descobri que existem casos extremos, como Eng. de Materiais e Eng. Metalúrgica com 0,84% (menos de 9.000), Eng. de Alimentos com 0,60% (6.000), Eng. de Minas com 0,50% (5.000), Eng. Naval com 0,24% (2.500) e Eng. Aeronáutica com 0,17% (menos de 2.000 profissionais).

Assim ficou fácil entender porque as pessoas tem a falsa percepção de que sobram ou faltam engenheiros, em dados momentos da história, no Brasil, mesmo tendo 0,476% da população formada em engenharia e termos a disposição quase 1.000.000 de profissionais. Depois de todo este estudo conclui que a distribuição das especialidades, ou tipos diferentes de engenharia disponível é completamente desproporcional.

Cabe ressaltar que não realizei nenhum estudo de como estão distribuídos estes engenheiros pelo país e se existem regiões com maior concentração do que outras, quanto à disponibilidade dos profissionais da engenharia, sendo esta uma boa ideia para novas pesquisas e estudos nesta área, você não acha?

Como resolver tudo isto? Bom, daí é assunto para outra matéria.

(Artigo escrito pelo Eng. Alexandre Trindade, para o Site TRINENGE (www.trinenge.com.br) em 09/2020)

     ⇒OPORTUNIDADES DE TRABALHO

Existem inúmeras formas e/ou oportunidades de trabalho para os engenheiros, e não poderia ser diferente, pois a engenharia está presente em praticamente tudo que existe, desde básicas até muito inovadoras e complexas. Para melhor estabelecer algum tipo de padrão, isto para o melhor entendimento, subdividimos estas opções em grandes grupos, onde o engenheiro basicamente pode trabalhar como:

  • Trabalhador Empregado (modelo regido pela CLT)
  • Trabalhador Empresário
  • Trabalhador Autônomo

Vejamos a seguir mais detalhadamente.

     ♦EMPREGADO

Trata-se de toda pessoa física que presta serviços pessoais, de natureza não eventual, mediante remuneração e com subordinação jurídica da prestação de serviço ao empregador (empresário). Estes serviços podem ser de natureza técnica, intelectual ou manual, integrantes das mais diversas categorias profissionais ou diferenciadas. Empregado é aquele que presta serviço mediante de recebimento de salário, o empregador é aquele que assume a responsabilidade econômica e de contratações dos empregados. O empregador é quem tem a responsabilidade de organização e direção dos processos da organização e o empregado é quem irá executar as tarefas. Um bom modelo de gestão é aquele que contempla o entendimento salutar entre as duas partes.

     ♦EMPRESÁRIO

Trata-se daquele que exerce profissionalmente uma atividade econômica de modo que implique na circulação de bens e serviços e que tenha por finalidade o lucro. Em outras palavras o empresário é aquele individuo que possui a vocação para gerir os meios de produção de modo que as suas atividades sejam voltadas a prestação de serviços ou fornecimento de produtos a terceiros gerando lucro, deve reunir recursos que propiciem isto. Estes indivíduos possuem enorme relevância para a sociedade, geram recursos, empregos, renda, riquezas, impostos e negócios para toda a cadeira produtiva de um País. O engenheiro pode trabalhar como empresário!

     ♦AUTÔNOMO

Trata-se do prestador de serviço que atua como "patrão de si mesmo", sem submissão aos poderes de comando de um empregador. Pode atuar em diversos segmentos da economia e com sucesso, desde que tenha habilitação técnica, além disso, no caso do engenheiro CREA ativo, experiência naquilo que se propõem fazer, agregando valor ao trabalho e para o cliente, e por fim, possua empresa constituída (CNPJ ativo). Esclarecimento: nosso foco aqui neste curso procura ser voltado para a atividade autônoma, já que entendemos ser uma excelente possibilidade para engenheiros e uma forma de Ganhar Dinheiro com Engenharia.

“O trabalhador autônomo conserva a liberdade de iniciativa, competindo-lhe gerir a sua própria atividade e, em consequência, suportar os riscos daí advindos.” Alice Monteiro de Barros.

     ⇒SETORES ECONÔMICOS

Podem ser considerados estágios ou fases pelos quais os produtos (materiais ou imateriais) passam dentro do ciclo econômico do capitalismo. Esse processo engloba as etapas de exploração dos recursos naturais, passando pela industrialização e preparo para o consumo, até a utilização propriamente dita. A economia de uma nação é dividida entre os setores da economia. Isso vai de acordo com os recursos empregados e modos de produção envolvidos. Podemos então separar a economia em três domínios distintos, a saber:

  • Setor Primário:   a extração de matérias primas
  • Setor Secundário:   a indústria
  • Setor Terciário:   venda de serviços e bens imateriais

Vale citar aqui que a ênfase muda de setor para setor, de acordo com o grau de desenvolvimento do país em questão. Ou seja, quanto maior a concentração econômica no segundo e terceiros setores, mais rico e desenvolvido este país será.

          ♦SETOR ECONÔMICO – Primário

A indústria primária ou do setor primário da indústria está envolvido na extração da matéria-prima da terra. Pode ser considerado como o ramo das atividades humanas que produz matérias-primas, que, por sua vez, são os bens e produtos extraídos da natureza, que podem ser consumidos como tal ou serem transformados em mercadorias. A matéria-prima extraída através desta indústria é a base para a produção de outros produtos. Obs.: Não confundir Setor Industrial com fábrica. Temos neste setor:

  • Indústria de Mineração,
  • Indústria de Pesca,
  • Indústria Florestal, por exemplo.

          ♦SETOR ECONÔMICO – Secundário

O setor secundário é responsável pela conversão da matéria-prima obtida pelo setor primário em produtos acabados. É o setor da economia que transforma as matérias-primas em produtos industrializados (roupas, máquinas, automóveis, alimentos eletrônicos, prédios, casas e outros). Como ocorre agregação de valor devido ao incremento tecnológico aos produtos do setor secundário, o lucro obtido na comercialização é superior quando comparado ao primário. Países com bom grau de desenvolvimento possuem uma base econômica concentrada no setor secundário. Até o século 20, a indústria secundária desempenhou um papel importante na economia mundial, sendo que a maioria dos países dependia de sua indústria secundária. Como exemplo deste setor, segue:

  • Automotivo,
  • Têxtil,
  • Construção Civil
  • Maquinário

          ♦SETOR ECONÔMICO – Terciário

O setor terciário está envolvido com serviços. Os serviços são produtos não materiais em que pessoas ou empresas prestam a terceiros para satisfazer determinadas necessidades. Como atividades deste setor econômico, podemos citar:

  • comércio,
  • educação,
  • saúde,
  • telecomunicações,
  • informática,
  • seguros,
  • transporte,
  • serviços de limpeza,
  • serviços de alimentação,
  • turismo,
  • serviços bancários, dentre outros.

     ⇒ONDE ESTÃO AS OPORTUNIDADES

Além das modalidades ou áreas anteriormente apresentadas, o engenheiro pode ainda encontrar oportunidades e trabalhar em áreas específicas de determinados setores, como exemplo, podemos citar:

  • Área da Indústria
  • Área do Comércio
  • Área de Serviços

          ♦NA INDÚSTRIA

A atividade industrial consiste no processo de produção que visa transformar matérias-primas em mercadoria através do trabalho, que pode ser humano ou com uso de máquinas. Essa atividade é classificada conforme seu foco de atuação, sendo ramificada em três grandes conjuntos:

  • Indústria de bens de produção,
  • Indústria de bens intermediários e
  • Indústria de bens de consumo.

Observação: Não confunda Fábrica com Indústria. Fábrica é o estabelecimento industrial onde se transformam matérias-primas em produtos destinados ao consumo, ou que se dedica à produção de outras mercadorias, por exemplo, uma fábrica de doces. Indústria no qual nos referimos aqui é muito mais amplo, trata-se de um Setor da Economia.

  • INDÚSTRIA DE BENS DE PRODUÇÃO. Também chamadas de indústrias de base ou indústrias pesadas, são responsáveis pela transformação de matérias-primas brutas em matérias-primas processadas, são a base para outros ramos. As indústrias de bens de produção são divididas em duas vertentes: as extrativas e as de bens de capital. Fonte: brasilescola.uol.com.br
    • Indústrias extrativas – são as que extraem matéria-prima da natureza (vegetal, animal ou mineral) sem que ocorra alteração significativa nas suas propriedades elementares. Exemplos: indústria madeireira, produção mineral, extração de petróleo e carvão mineral. Fonte: brasilescola.uol.com.br
    • Indústrias de bens de capital – são responsáveis pela transformação de bens naturais ou semimanufaturados para a estruturação das indústrias de bens intermediários e de bens de consumo. Siderurgia. Fonte: brasilescola.uol.com.br

  • INDÚSTRIA DE BENS INTERMEDIÁRIOS. Caracterizam-se pelo fornecimento de produtos beneficiados. Elas produzem máquinas e equipamentos que serão utilizados nos diversos segmentos das indústrias de bens de consumo. Exemplos: mecânica (máquinas industriais, tratores, motores automotivos, etc.); autopeças (rodas, pneus, etc.) Fonte: brasilescola.uol.com.br

  • INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Têm sua produção direcionada diretamente para o mercado consumidor, ou seja, para a população em geral. Também ocorre a divisão desse tipo de indústria conforme sua atuação no mercado, elas são ramificadas dois, indústrias de bens duráveis e de bens não duráveis. Fonte: brasilescola.uol.com.br

    • Indústrias de bens duráveis – são as que fabricam mercadorias não perecíveis. São exemplos desse tipo de indústria: automobilística, móveis comerciais, material elétrico, eletroeletrônicos, etc. Fonte: brasilescola.uol.com.br

    • Indústrias de bens não duráveis – produzem mercadorias de primeira necessidade e de consumo generalizado, ou seja, produtos perecíveis. Exemplos: indústria alimentícia, têxtil, de vestuário, remédios, cosméticos, etc. indústrias. Fonte: brasilescola.uol.com.br

          ♦NO COMÉRCIO

O termo comércio deriva do conceito latim commercium e refere-se à negociação que tem lugar na hora de comprar ou vender gêneros/bens e mercadorias. Também se dá o nome de comércio a qualquer loja, armazém ou estabelecimento comercial, e ao conjunto ou à classe dos comerciantes. Por outras palavras, o comércio é a atividade socioeconômica que consiste na compra e na venda de bens, seja para usufruir dos mesmos, vendê-los ou transformá-los. Trata-se da transação de algo em troca de outra coisa de igual valor (podendo ser dinheiro). O comerciante é a pessoa singular ou jurídica que vive do comércio.

          ♦EM SERVIÇOS

Com origem no termo latim servitĭum, a palavra serviço define a ação de servir fazendo aquilo que uma pessoa ou empresa pede. Na área da economia e do marketing, um serviço é o conjunto de atividades realizadas por uma empresa para responder às expectativas e necessidades do cliente. Por isso, o serviço é definido como sendo um bem não material. Fornecedores/prestadores de serviços não costumam manipular grandes matérias-primas e beneficiam de reduzidas restrições físicas. O seu principal valor é a experiência. Estima que, quando calculado em valor adicionado, os serviços corresponderão a 75% do comércio global até 2025 – hoje, os serviços já são 54% do comércio e perfazem a maior parte dos investimentos diretos estrangeiros. A economia digital, face mais sofisticada da economia de serviços, já é, mas será ainda mais a fonte predominante da criação de valor. Das várias características próprias de um serviço que permitem diferenciá-lo de um produto destacaremos:

  • a Intangibilidade. (um serviço é algo que não se pode ver, provar, sentir, ouvir nem cheirar antes da compra propriamente dita),
  • a Heterogeneidade. (dois serviços similares nunca são idênticos ou iguais),
  • a Inseparabilidade. (a produção e o consumo são parciais ou totalmente simultâneos),
  • a Perecibilidade. (um serviço é algo que não se pode armazenar) e 
  • a Ausência de propriedade (os compradores de um serviço adquirem o direito de receber a respectiva prestação, bem como, o direito ao uso, ao acesso ou ao arrendamento da coisa adquirida, mas não à sua posse).

Já serviço diz respeito a algo que não pode ser transferido, mas é consumido pelo cliente em paralelo com sua realização, ou seja, o cliente paga pelo serviço enquanto o utiliza. O modo mais simples de identificar um serviço é pensar: “um serviço não pode ser armazenado e nem transportado.

     ⇒COMO CONQUISTAR AS OPORTUNIDADES

SE VOCÊ ESTÁ A PROCURA DE EMPREGO, existem as opções tradicionais, mas perceba que tudo passa pela adequada preparação do seu Curriculum Vitae. Manter seu Curriculum Vitae sempre atualizado é algo positivo, mesmo que não esteja pensando em trocar de emprego, demonstra comprometimento com o seu histórico de carreira. Depois do seu Curriculum Vitae estar bem elaborado, atualizado, demonstrar o seu atual momento profissional e o que você deseja obter de resposta do mercado, você deve:

  • distribuí-lo pelas empresas da sua região (indústrias, comércios e serviços), isto não lhe custará muitos recursos e você se sentirá ativo, ocupado e fazendo algo positivo, sem esquecer de mencionar que lhe proporciona conhecer novas pessoas e fazer contatos.
  • distribuí-lo nas agências de emprego do seu entorno. Isto é importante, lhe colocará no cenário novamente.
  • distribuí-lo nas consultorias de recolocação profissional (especializadas no assunto), saiba que isto custa e, muito vezes, não é barato.
  • mais recentemente, armazená-los nos sites de emprego (todos eles), sendo que alguns apresentam abrangência regional, nacional e até internacional. Esta atividade, normalmente, não custa muito e, algumas vezes, é gratuita. Mas, saiba também que é muito trabalhoso, lento, requer paciência e toma tempo. Raramente o retorno é imediato.
  • apresentá-lo a HEADHUNTERS (estes são os conhecidos "Caça Talentos"). Mas recomendamos serem indicados por parceiros, colegas e amigos próximos e sejam atuantes na sua área de trabalho. Estes profissionais, os HEADHUNTERS podem auxiliar você na recolocação. Vale a pena consultá-los, mas saiba que também existirão custos e honorários a serem pagos e, normalmente, não são baratos, mas funciona.
  • Distribuí-lo nas associações e federações de classe (SENAI, SESI, CREA, etc … da sua região). Pergunto-lhe, quando foi a última vez que você foi ao CREA da sua cidade, fez contato com ex-colegas que lá estão? Esta é uma boa opção para conseguir contatos e indicações.
  • Distribuí-lo junto ao SENGE (Sindicato dos Engenheiros) da sua região. 

Entenda uma coisa fundamental: Nada supera, absolutamente nada supera, apresentar o seu Curriculum Vitae a sua rede de contatos, amigos, clientes, colegas universitários, professores, fornecedores e parceiros comerciais (sua NETWORK). Com isto queremos dizer que manter uma rede de NETWORK saudável e ativa, enquanto você estiver trabalhando, é primordial para quando você necessitar de apoio na sua recolocação profissional, isto aconteça sem maiores transtornos. Perceba também que construir esta rede de NETWORK leva tempo, dá trabalho e você deve obrigatoriamente:

  • ser positivo,
  • pró-ativo,
  • "plantar antes de querer colher",
  • deve fazer isto de forma natural, 
  • auxiliar sem segundas intenções, ou seja,
  • auxiliar quem está precisando de apoio e
  • indicar pessoas de sua boa relação para oportunidades e vagas de trabalho que estiverem no seu radar.

Faça isto enquanto ainda estiver na ativa (empregado). Não existe coisa mais desagradável, triste e inoportuna que não auxiliar seus parceiros quando eles necessitarem de apoio, "queimar" uma vaga que poderia ser importante para o seu parceiro profissional e para você no futuro (mesmo que não lhe seja importante agora). E, quando você necessitar de apoio, pedir auxílio para quem você não auxiliou, não manteve contato, não oportunizou, não trocou boas experiências profissionais e, principalmente, não apoiou quando poderia. Entenda: auxiliar não é só empregar, recomendar para uma vaga espetacular, conseguir uma entrevista ou posição, nada disso … auxiliar é recomendar, melhor encaminhar, indicar, suportar, dedicar alguns minutos do seu tempo para a pessoa que está fragilizada pelo momento e pelo desemprego, por exemplo … rever, corrigir e/ou atualizar o Curriculum dela, auxiliando-a a melhorar sua apresentação … marcar uma reunião café e alinhar a mente desta pessoa, dando lhe suporte, esperança, instruções e conselhos, entendeu? Isto ajuda muito quem está fragilizado, perdido, desinformado e com a autoestima baixa, sendo que não lhe custará nada fazê-lo. Lembre-se faça isto agora, enquanto ainda está empregado, pois quando o desemprego bater a sua porta pode ser doloroso e um árduo trabalho. Mantenha a sua NetWork ativa, limpa, sadia e construtiva.

SE VOCÊ ESTÁ A PROCURA DE TRABALHO, também existem as opções tradicionais, como as visitas a clientes e por ai vai, mas neste momento você se apresenta para um mundo muito maior, cheio de opções e oportunidades, nas mais variadas áreas, atividades e funções. O segrego para se conseguir trabalho é:

  • Identificar um problema,
  • Encontrar uma forma coordenada, limpa e direta de resolver este problema,
  • Apresentar esta solução para os seus futuros clientes e 
  • Trazer bons resultados
  • Simples assim.

     ⇒NOVAS OPORTUNIDADES

Além das tradicionais e conceituadas oportunidades de trabalho, novos campos e áreas estão surgindo para engenheiros, isto numa velocidade incrível. Por exemplo, veja abaixo profissões que até pouco tempo sequer existiam:

  • AUTOMOTIVO

    • Engenheiro e Mecânico de Veículos Híbridos, Engenheiro e Mecânico Especialista em Telemetria, Engenheiro Programador de Unidades Controles Eletrônicos, Engenheiro e Técnico em Informática Veicular.

  • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E AUTOMAÇÃO

    • Engenheiro e Analista de IIoT (Internet das Coisas), Engenheiro de Cibersegurança, Engenheiro de Big Dados e Engenheiro de Softwares

  • ALIMENTOS E BEBIDAS

    • Engenheiro e Técnico em Impressão de alimentos, Especialista em Rastreabilidade de Alimentos, Especialista em Aplicações de Embalagem de Alimentos e Engenheiros de Embalagens Metálicas.

  • MÁQUINAS E FERRAMENTAS

    • Engenheiro Projetista para tecnologias 3D, Engenheiro e Operador de Máquinas de Alta Velocidade, Engenheiro Programador de CAD/CAM/CAE/CAI e Engenheiro de Manutenção  em Automação

  • CONSTRUÇÃO CIVIL

    • Engenheiro Integrador de Sistemas Prediais, Engenheiro e Técnico de Construção Seca, Engenheiro e Técnico de Automação Predial e Doméstica e Engenheiro de Logística de Canteiro de Obras

  • QUÍMICA E PETROQUÍMICA

    • Engenheiro e Técnico em Instrumentos Automatizados, Engenheiro de Desenvolvimento de Polímeros, Engenheiro de Reciclagem de Polímeros e Engenheiro de Reciclagem de Metais e Óxidos

  • TEXTIL E VESTUÁRIO

    • Engenheiro e Técnico de projetos de produtos de moda, Engenheiro em Fibras Têxteis, Engenheiro e Designer de Tecidos Avançados e Engenheiro de Reciclagem de Tecidos Avançados

  • ENERGIA PETRÓLEO E GÁS

    • Engenheiro Especialista em Técnicas de Perfuração, Engenheiro de Sismologia e Geofísica de Poços, Engenheiro para Recuperação Avançada de Petróleo e Engenheiro de Instalações de Painéis Solares

Caso você queira saber mais, veja o vídeo acima.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *